Curiosidades

O vidro no Brasil

Por aqui, a primeira oficina de vidro foi montada por quatro artesãos, que acompanhavam Maurício de Nassau, no período das invasões holandesas, entre 1630 e 1635. A região escolhida, claro, foi Pernambuco. A oficina fabricava copos, jarras, frascos e vidros para janelas, mas infelizmente, não teve vida longa. Quando os holandeses foram expulsos, foi fechada com a saída dos holandeses das terras brasileiras. O ano era 1810, quando o vidro voltou ao Brasil de maneira mais efetiva. Surgia a primeira fábrica de vidros, junto com a chegada ao País da Família Real Portuguesa.

Já em 1861 aconteceu a “1ª Exposição Nacional de Produtos Naturais e Industriais”, um evento promovido pelo governo imperial no Rio de Janeiro para mostrar aos estrangeiros que o Brasil não produzia só açúcar, café, algodão, cacau, couros e carnes salgadas. Ali foram exibidas garrafas, garrafões, frascos e globos para lampiões. Vidros e mais vidros, feitos totalmente por aqui. Foi só em 1895, que nasceu em São Paulo a Companhia Vidraria Santa Marina, que mais tarde se associaria ao Grupo Saint-Gobain e que deu origem ao que é hoje a Verallia.

O que é vidro temperado?

O vidro temperado é o vidro que passou por um tratamento térmico (têmpera) ou químico para modificar suas características como a dureza e resistência mecânica. O vidro temperado é mais rígido, tem maior resistência térmica e se estilhaça em pequenos fragmentos quando é danificado. Uso devido a essas características, este vidro ao ser quebrado se estilhaça em inúmeros pedaços pequenos o que o torna-o menos susceptível a causar ferimentos nas pessoas. Ele é de grande utilidade em termos de segurança.

O vidro temperado é feito a partir do aquecimento controlado do vidro comum (não temperado), tendo chances de poder quebrar durante o processo. Rolando as lâminas de vidro comum através de um forno onde ele é aquecido à temperatura de moldagem (aproximadamente 600 °C) e então é resfriado controladamente. O processo químico alternativo à têmpera térmica é o de troca de íons onde uma lâmina de vidro com pelo menos 100 µm é imersa num tanque de nitrato de potássio derretido.